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Instrumentos de funding dos empreendimentos de real estate no Brasil

REVISTA INFRA, 23/09/11

ESTADO ATUAL E TENDÊNCIAS

O expressivo volume de investimentos demandado na implantação ou aquisição de empreendimentos de Real Estate, faz os empreendedores se valerem de fontes externas provedoras de recursos financeiros para complementar o funding dos seus negócios. Receber o preço das unidades diferido em longos prazos também não atende à sua equação econômico-financeira, o que impõe a necessidade de financiamento aos adquirentes fora do ambiente desses empreendedores.

De outro lado, considerando que o mercado de Real Estate seja capaz de atrair investidores para participar de forma indireta no conjunto de empreendimentos desenvolvidos pelas empresas, são necessários instrumentos e ambientes de investimento que favoreçam tal participação.

Esta 12a. reunião do Comitê de Mercado debruçou-se sobre esse tema, concentrando as discussões em:

  • Percepção de esgotamento do sistema vigente para fins de funding e crédito aos adquirentes de imóveis residenciais;
  • Verificação das tendências de uso dos diferentes instrumentos alternativos, seja para o segmento residencial, seja para os empreendimentos focados em renda;
  • Identificação dos entraves na adoção ou ampliação dos usos de cada instrumento/ambiente inovador no Brasil, propondo-se:

- Medidas mitigadoras para maior penetração dos instrumentos já disponíveis;

- Novos instrumentos ou ambientes alternativos.

CONFIGURAÇÃO DO SISTEMA VIGENTE

O crédito imobiliário no Brasil hoje representa cerca de 4% do PIB e estima-se que deverá alcançar em 2014 a marca de 6% do PIB. Um benchmarking com outras economias aponta que essa fração é muito aquém do que se verifica em paises como Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, onde gira em torno de 80% do PIB. Mesmo na comparação com países da América Latina, esse nível ainda é modesto, sobretudo se tomadas as referências de Chile e México, onde esse crédito representa pouco mais de 15% do PIB. Essa imagem faz emergir naturalmente a questão voltada à capacidade do arcabouço hoje existente no Brasil para dar vazão a uma demanda de magnitude equivalente, em especial, levando em conta um crescimento de, pelo menos, 50% do patamar atual.

Tanto o crédito imobiliário quanto aquele concedido à produção de empreendimentos continua dependente, em grande parte, da estrutura definida no ambiente do SFH - Sistema de Financiamento Habitacional, hoje próximo de completar 50 anos de existência.

Em seu arcabouço, o SFH contempla, prioritariamente, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE (1) , operado por bancos múltiplos, que captam recursos provenientes das aplicações em cadernetas de poupança para, em grande parte, direcioná-los ao financiamento para produção de empreendimentos habitacionais e ao crédito imobiliário aos adquirentes de unidades.

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