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São Carlos compra edifício no Rio por R$ 86 milhões

O Estado de S. Paulo - SP - NOTÍCIAS - 26/11/2011

Neste ano, empresa investiu R$ 183 milhões em aquisições, menos que os R$ 450 milhões que gastou em 2010 MARINA GAZZONI - O Estado de S.Paulo

A administradora de imóveis São Carlos Empreendimentos comprou ontem o edifício Generali, localizado no centro do Rio de Janeiro, por R$ 86 milhões. O anúncio foi feito dez dias após a empresa adquirir outro edifício no Rio, o Centro Administrativo Cidade Nova, que custou R$ 97 milhões. Essas foram as duas únicas aquisições da empresa em 2011 e refletem o seu interesse no mercado de imóveis comerciais da cidade, que tem o maior valor de locação e uma das menores taxas de vacância do País.

Ao todo, a São Carlos investiu R$ 183 milhões na compra de imóveis em 2011, valor inferior aos R$ 450 milhões gastos em 2010. "Compramos menos por uma questão de oportunidades. 2010 foi um ano melhor em termos de aquisições, mas ainda passamos por um bom momento no mercado de prédios comerciais", afirma o diretor superintendente da São Carlos , Felipe Góes.

Em 2012, a empresa pretende continuar a comprar imóveis, principalmente em São Paulo e no Rio. A São Carlos deve começar o ano com uma capacidade de compra de ativos entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões - estimativa que considera o caixa da companhia e seu potencial de alavancagem financeira. A empresa espera encerrar 2011 com R$ 230 milhões em caixa. "Ter dinheiro em caixa em momento de desaceleração da economia pode gerar boas oportunidades de aquisições", diz.

Com as duas compras feitas em 2011, os ativos imobiliários da São Carlos somam 48 imóveis, que estão avaliados em R$ 3,03 bilhões - cerca de 50% mais do que a carteira de um ano atrás. O aumento do portfólio também foi impulsionado pela valorização dos imóveis já administrados pela companhia, que somou cerca de R$ 595 milhões em pouco mais de um ano.

Retrofit. A São Carlos nasceu como um braço imobiliário da Lojas Americanas em 1989, e hoje é uma gestora de ativos imobiliários independente. Uma de suas especialidades é comprar prédios para reformar. No edifício Generali, que foi inaugurado em 1938, ela vai investir R$ 7 milhões. Hoje, o condomínio abriga escritórios de 11 empresas, como a Sodexo, a consultoria Mercer e uma loja da H. Stern. Com a modernização do prédio, a empresa espera elevar o preço médio do aluguel em cerca de 25% em até três anos, para entre R$ 85 e R$ 90 o metro quadrado.

"O mercado do Rio é muito atrativo. Existe uma limitação de oferta pelas características geográficas da região e, com a economia aquecida, temos uma demanda elevada de espaços para escritórios", diz Góes.

O Rio de Janeiro é a cidade com o maior preço médio do aluguel por metro quadrado para edifícios corporativos, de cerca de R$ 120, segundo dados do terceiro trimestre da consultoria Cushman & Wakefield. A taxa de vacância entre os prédios de alto padrão na cidade é de 8,5%.

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