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São Carlos vê reajuste superior à inflação

Valor Econômico - SP - EMPRESAS - 20/03/2012

Chiara Quintão | De São Paulo

Felipe Góes, diretor-presidente: custos sobem menos que receita, o que mostra "aumento de eficiência"

O aumento do portfólio de imóveis para locação da São Carlos Empreendimentos e Participações e as renovações e revisionais acima da inflação resultaram na expansão de 36,2% na receita bruta de locações em 2011, para R$ 227,5 milhões. Para 2012, a perspectiva do diretor-presidente da empresa, Felipe Góes, é que os reajustes e revisionais e, consequentemente, o aumento da receita continuem superiores à inflação.

"Existe demanda reprimida por espaços de escritórios de alto padrão em São Paulo e no Rio de Janeiro", afirma. Os dois mercados respondem juntos por 99% do portfólio da companhia. A taxa de vacância física no portfólio era de 0,9% no ano passado.

A São Carlos registrou lucro líquido de R$ 48 milhões no quarto trimestre, ante R$ 1 milhão no mesmo período de 2010. No acumulado do ano, o lucro líquido cresceu 4,8%, para R$ 96,4 milhões. A diferença das expansões da receita e do lucro deve-se ao impacto da venda de ativos em 2011 e 2010, segundo Góes. Em 2010, a venda de ativos teve impacto de R$ 44,149 milhões no lucro líquido da companhia e, no ano passado, de R$ 21,378 milhões.

Em 2010, a São Carlos vendeu imóveis de varejo, por meio de fundo imobiliário, e prédio na região portuária do Rio de Janeiro. No ano passado, comercializou os edifícios Guaíba, em Porto Alegre, e Jauaperi, em Barueri (SP).

Sem considerar esses efeitos, a São Carlos registrou o lucro líquido recorde de R$ 75 milhões em 2011, com alta de 80,9%. "O lucro ajustado reflete, de fato, a operação da empresa", diz Góes.

Conforme o diretor-presidente da São Carlos , a companhia tem poder de compra de R$ 1 bilhão, se considerados os recursos em caixa e sua capacidade de alavancagem. Em dezembro de 2011, a relação entre dívida líquida e Ebitda recorrente era de 3,2 vezes. Esse patamar é considerado "bastante confortável" pelo executivo.

De dezembro de 2010 a março deste ano, o portfólio da companhia cresceu de R$ 2,224 bilhões para R$ 3,182 bilhões. São 53 imóveis em carteira.

Não há meta para a expansão do portfólio. A companhia mantém a busca de aquisições, principalmente no segmento de escritórios comerciais, que responde por 92% dos ativos. "Pretendemos fazer bons anúncios de aquisição", diz o executivo. Compras de imóveis de varejo podem ocorrer, desde que a empresa considere que se trata de "oportunidade muito interessante em rentabilidade".

No ano passado, o resultado financeiro líquido da companhia ficou negativo em R$ 59,5 milhões, ante R$ 47,8 milhões em 2010. Esse crescimento de 24,5% reflete as operações de financiamento para as aquisições feitas em 2011, de acordo com Góes.

O diretor-presidente ressaltou ainda que, no ano passado, os custos subiram em proporção menor que o crescimento da receita, o que demonstra "aumento da eficiência" da companhia. Enquanto a receita bruta cresceu 36,2%, as despesas gerais e administrativas tiveram expansão de 5,3%, para R$ 36,2 milhões.

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