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São Carlos prevê equilíbrio em SP

Valor Econômico - SP - EMPRESAS - 05/12/2012

O mercado de lajes corporativas caminha para um cenário de retorno ao equilíbrio da oferta e da demanda, segundo o presidente da São Carlos Empreendimentos, Felipe Góes. No mercado de São Paulo isso começa a acontecer, e no Rio de Janeiro, ocorrerá em 2015, de acordo com o executivo. Em São Paulo, tem havido estabilização dos preços de locação.

Durante reunião com analistas e investidores, o executivo citou que a taxa de vacância em São Paulo cresce, como consequência da entrega dos novos empreendimentos corporativos.

Góes projeta vacância de 8% para o mercado de grandes lajes corporativas em São Paulo em 2015, patamar que ele disse considerar "razoável e saudável". "O que não parece sustentável é a taxa de 3,5% do ano passado e do primeiro semestre de 2012", disse. Os níveis de vacância da empresa têm sido abaixo dos patamares do mercado, tendência para o longo prazo.

Com aumento da oferta, a locação fica mais lenta. "Até um ano atrás, havia briga entre locatários para ver quem ocuparia um espaço disponível na cidade", disse. Em São Paulo, o mercado de grandes lajes corporativas continua atrativo nas avenidas Faria Lima, Paulista, na Berrini e Chucri Zaidan.

O executivo citou que a absorção líquida - metros quadrados adicionais que o mercado demanda - fica em torno de 250 mil m2 por ano, em São Paulo, se considerado o crescimento da economia de 2% a 3%. No Rio, a absorção líquida anual é de 100 mil m2.

Conforme Góes, há espaço, nos próximos dois ou três anos, para reajustes dos aluguéis dos imóveis da São Carlos em patamares acima da inflação. Isso ocorre porque os valores da carteira da empresa estão defasados em relação ao mercado em torno de 30%, tomando como base a data de 30 de setembro, segundo o executivo. No segmento, os contratos só podem ser reajustados no vencimento, ou seja, após cinco anos, ou nas revisionais, a cada três em três anos.

A São Carlos compra imóveis com potencial de valorização para locação e vende quando os considera consolidados. A sua capacidade de aquisição é de R$ 1,397 bilhão, se considerado o caixa de R$ 419 milhões em 30 de setembro e alavancagem de 70% com dívida.

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