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São Carlos está otimista com 4º trimestre

Valor Econômico- SP - - 06/11/2013.

SÃO PAULO, 06 de novembro de 2013 -- Apesar da desaceleração do crescimento econômico, que se reflete na redução do ritmo de tomada de decisão de locar novos espaços corporativos por parte de muitas empresas, a São Carlos Empreendimentos Imobiliários está otimista em relação ao quarto trimestre, de acordo seu diretor-presidente, Felipe Góes. "Temos um portfólio competitivo, com imóveis de qualidade e bem localizados, além de preços competitivos..

Nos contratos em que a São Carlos ainda não fez renovações ou revisões, há expectativa de aumentos médios de 10% acima da inflação, segundo o executivo. Isso ocorrerá, "ao longo do tempo", conforme Góes, em prazo não informado.

No terceiro trimestre, a empresa renegociou ou renovou 15 contratos de locação. As renovações tiveram alta média de 20% na comparação com os valores anteriores. A empresa tinha vacância física e financeira de 2,9% no fim do período, abaixo da média do mercado.

A companhia pré-locou sete andares da Torre A do EZTowers (25% da área total), de padrão triple A, para uma multinacional, por dez anos. A Torre A foi comprada da EZTec e tem previsão de entrega para janeiro de 2015. "Atualmente, há vários empreendimentos triple A sem nenhum ocupante", compara o diretor-presidente.

Em setembro, o portfólio de imóveis da São Carlos foi avaliado pela CBRE em R$ 4,65 bilhões, o que representa valorização de 28% em 12 meses e de 11% se a comparação incluir apenas a mesma base de ativos.

No terceiro trimestre, a São Carlos registrou lucro líquido de R$ 28,86 milhões, 24,2% acima do mesmo período do ano passado. A receita líquida aumentou 8,5%, para R$ 73,17 milhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda no critério ajustado foi de R$ 63 milhões, com expansão de 9%. A margem Ebitda passou de 85,7% no terceiro trimestre de 2012 para 86,1%.

No fim de setembro, a companhia tinha saldo de caixa de R$ 340 milhões. Isso corresponde ao poder de compra de R$ 1,1 bilhão, se considerada a alavancagem de 70%. No momento, porém, a São Carlos não negocia a compra de imóveis, principalmente do segmento de escritórios, segundo Góes. A situação ocorre porque a empresa não tem encontrado imóveis de escritórios com o padrão de rentabilidade buscado. "Os proprietários ainda têm a leitura da época em que os preços aumentavam ano após ano, que durou até meados de 2012. Os preços deveriam refletir o cenário atual, mais desafiador", diz. (CQ)

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