Noticias

CBRE prevê mais apetite neste ano por escritórios

Valor Econômico- SP - - 22/01/2014.

SÃO PAULO, 22 de janeiro de 2014 - O apetite dos investidores pela aquisição de grandes lajes corporativas, na cidade de São Paulo, tende a aumentar, em 2014, em função de menores preços dos ativos, na avaliação do presidente da CBRE, Walter Cardoso. O ano deve ser mais aquecido também em relação às operações de locação, segundo ele, pois a tendência é que ocupantes aproveitem o momento de valores de locação mais baixos para migrar para áreas que atendam melhor às suas necessidades. "Será um ano de oportunidades para o ocupante que busca nova sede e para o investidor que quer comprar", afirma Cardoso.

No ano passado, a entrega de novos escritórios de alto padrão na cidade de São Paulo - maior mercado imobiliário do Brasil - somou 531 mil m2. Foi a maior entrega dos últimos 13 anos, conforme a CBRE, superando em 40% o novo estoque que chegou ao mercado paulistano em 2012. A absorção bruta também foi recorde, em 2013, para o período de 13 anos, com 773 mil m2.

Já a absorção líquida, indicador resultante das novas áreas ocupadas menos as devoluções, ficou em 216 mil m2, acima dos volumes registrados em 2012 e 2011, mas abaixo de 2010. Em 2012, tinham sido entregues 380 mil m2.

No fim do ano passado, a oferta disponível de espaços não ocupados era de 710 mil m2, mas o patamar não é preocupante, de acordo com Cardoso. "Se tivermos um ano com crescimento semelhante ao de 2013, de cerca de 2%, a oferta começará a ser absorvida de maneira bastante razoável. Além disso, o novo estoque que entrará no mercado em 2014 será correspondente à metade ou a 60% do ano passado", conta o presidente da CBRE.

Ainda existe espaço para redução de preços de locação, mas não nos patamares de 2013. No ano passado, houve queda de valores até mesmo na avenida Faria Lima, endereço mais cobiçado por potenciais ocupantes de grandes lajes corporativas. No trecho da Faria Lima depois da Juscelino Kubitschek, na zona Sul de São Paulo, foram entregues vários empreendimentos em 2013 e, em dezembro, os valores de locação estavam entre 15% e 20% menores que os de um ano antes, de acordo com Cardoso. Na Marginal Pinheiros, a queda foi de 10% a 15%.

Segundo o presidente da CBRE, diante das novas condições de preços e de atração dos ocupantes, as empresas não vão esperar um "momento melhor" para realocarem seus espaços e tomarão a decisão de locar novas áreas, motivadas pela oportunidade. "As empresas têm o dobro ou triplo de funcionários do que há seis ou sete anos e estão buscando mais eficiência nas áreas e melhores preços", diz.

Os valores mais baixos de locação tendem a se refletir em queda de preços dos ativos, o que estimula o interesse de investidores. Com a desvalorização do real, o preço em dólar dos imóveis também fica mais atrativo.

No início deste mês, a empresa foi procurada por dois investidores internacionais interessados na compra de ativos de escritórios em São Paulo. Ainda que os retornos de locação possam ser menos atraentes nos primeiros anos, esse tipo de investimento costuma ser de pelo menos cinco anos, de acordo com Cardoso.

Por enquanto, muitos proprietários de imóveis ainda relutam em reduzir preços, o que faz com que não estejam sendo fechados muitos negócios. "Mas o vendedor vai se dar conta de que as coisas mudaram e terá de acomodar preços", afirma o presidente da CBRE.

Em 2014, as maiores locações de escritórios na cidade de São Paulo foram fechadas para as empresas GE, Samsung, Hypermarcas, KPMG, Procter & Gamble, Delloite, Zurich e Allianz. A CBRE representou do locatários ou locador em todas as operações.

Para acessar o documento em pdf, clique aqui.

Enviar a um Amigo